terça-feira, 29 de abril de 2008

Hoje é o dia de ser feliz


A vida é dividida por momentos bons e ruins. Mas todos eles devem ser aproveitados com a maior intensidade possível. Aquela história de que o tempo voa é a mais pura verdade. Você que está lendo este texto, ficou mais velho desde a primeira linda, por exemplo.
Eu tenho a melhor das intenções nessa campanha política e me sinto preparado para assumir um cargo de tamanha importância, mas caso não me eleja, isso em nada vai mudar o meu objetivo de ser feliz todos os dias. Tenho planos para o futuro. Quero casar e ter pelo menos 1 filho em 2009.
Uma vez uma pessoa me disse que eu não poderia ser vereador porque não conseguia nem arrumar a minha vida pessoal. Pronto. Estou organizado. Do meu jeito, mas estou. Também já dei o 1° o 2° e o 3° passo e graças á Deus estou feliz. Voltei a ser o Max de antes, debochado, irritado, brincalhão, impaciente, dedicado ranzinza e apaixonado por tudo que conquistei. Amo minha família e meus amigos. Amo minha vida e esses sentimentos, ninguém mais vai conseguir tirar de mim.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Colhendo os Frutos


Há cerca de dois meses eu disse no ar, no meu programa de esportes, que a melhor coisa que eu tinha feito na minha vida, tanto pessoal como profissional, nesses últimos anos, era ter vindo morar em Tramandaí. Aqui, além de crescer como pessoa, aprendi a valorizar mais as pessoas que me amam, e aos poucos, vejo que estou sendo reconhecido por toda a luta, por todo o empenho que tenho tido. Hoje na parte da manhã recebi uma notícia que me deixou muito honrado. No dia 25 de abril serei homenageado na Câmara de Vereadores de Imbé pelo trabalho realizado na Rádio Tramandaí. Mais do que uma medalha, essa cerimônia provará que, apesar das dificuldades, estou no caminho certo, pois me lembro muito bem, quando há 1 ano atrás, muitos duvidavam da minha capacidade e hoje, essa dúvida ainda deva persistir em algumas partes, mas nunca, jamais poderão duvidar da minha força de vontade, da minha luta, da minha gana de fazer o melhor e vencer. Idealizo a Revolução Popular, sem sangue nem armas e felizmente, as pessoas estão entedendo isso. Em outubro, a população dará a resposta e iniciará uma nova caminhada, onde as homenagens serão dividadas por todos!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

O peso das decisões.


A diferença existente entre o fracaso e o sucesso é mínima. Na verdade, esses dois fatores andam lado a lado, como em uma dança. A política continua sendo suja. As pessoas continuam sabendo quem são os políticos que provocam essa podridão e mesmo assim, continuam os apoiando, e isso eu não consigo entender. Ontem o cidadão que não prestava hoje é herói. Mas será que é possível uma mudança tão rápida assim?
Acho difícil. O caráter de uma pessoa é moldado com o passar do tempo, com a vida, e essa regra vale da maneira positiva também. Não é porque a pessoa errou uma vez que pode ser crucificada. Critérios errados e precoces já provocaram injustiças irremediáveis. Dê tempo ao tempo. Só ele mostrará quem de fato estava falando a verdade, quem de fato era justo e quem sim, buscava fazer o bem. Não acredito que a pessoa que antes era especial, hoje pode ser tratada como um ser deplorável. Não, ninguém se engana assim, ninguém é enganado assim, todos tem direito de errar, mas isso não é um fracasso, é um tropeço, o sucesso da vida está em tropeçar, levantar e mostrar seu valor, por isso fracasso e sucesso andam lado a lado, pois tendo o fracasso assim tão perto, tão assustador, temos mais vontade de obtermos a vitória, temos mais coragem de alcançarmos o sucesso.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

A Revolução surge no horizonte.


Confesso que por mais envolvido que eu estivesse no início da campanha eleitoral, minhas esperanças ainda esbarravam em alguns pontos como: Onde vou conseguir dinheiro, como vou fazer as pessoas entenderem o que é a Revolução que proponho, entre outros detalhes. Mas para a minha surpresa, as pessoas estão entendendo antes do esperado as minha idéias e unindo forças para essa caminhada (que agora já não parece mais tão distante)
Chega de conceitos furados que ligam certas palavras a comunísmos extremados e ataques sangrentos ao poder. Não idealizo isso e sim, idéias práticas de soluções imediatas para a população. Dois planos estarão em prática. O primeiro entra en ação no dia que assumir e já dá resultados no outro dia e o outro entre em atividade também no mesmo dia, mas renderá frutos em dois, três anos. Vamos desenvolver a "Casa Popular", com cursos profissionalizantes, mas não só apenas artesanato e pintura. Eu falo de curso de pedreiro, atendente, vendedor, garçom, doméstica e tudo que possa ser proveitoso para os moradores de Tramandaí. Nada de dar o peixe e sim, ensinar a pescar. Quem fizer o curso ganha cesta básica no período e depois encaminhamos elas ao mercado de trabalho. Tudo isso já está pronto, inclusive com os professores e profissionais para dar as aulas. Acompanhamento das adolescentes grávidas e conscientização para aquelas que já está iniciando sua atividade sexual. Um grupo fará uma varredura no município para controlar as crianças que não estão indo á aula. Coisas simples, mas de grande valia. E já estou projetando a construção do complexo cultural. Uma estrutura com quadras poliesportivas, campo de futebol onze, anfiteatro e oficinas de dança, teatro e tudo que possa trazer lazer e cultura para crianças, adultos e idosos. Mas de onde viría o dinheiro para tudo isso? Iniciativa privada. Um grupo que leve 50% dos lucros e administre toda a estrutura por um número x de anos, sem ônus nem gastos para a Prefeitura. E isso é apenas a terça parte de tudo que tenho, apenas uma amostra de tudo que pode ser feito. O horizonte é belo e o futuro está em nossas mãos. A Revolução se aproxima...

sábado, 22 de março de 2008

Uma alegria para sempre


"As coisas que não conseguem ser
olvidadas continuam acontecendo.
Sentimo-las como da primeira vez,
sentimo-las fora do tempo,
nesse mundo do sempre onde as
datas não datam. Só no mundo do nunca
existem lápides... Que importa se –
depois de tudo – tenha "ela" partido,
casado, mudado, sumido, esquecido,
enganado, ou que quer que te haja
feito, em suma? Tiveste uma parte da
sua vida que foi só tua e, esta, ela
jamais a poderá passar de ti para ninguém.
Há bens inalienáveis, há certos momentos que,
ao contrário do que pensas,
fazem parte da tua vida presente
e não do teu passado. E abrem-se no teu
sorriso mesmo quando, deslembrado deles,
estiveres sorrindo a outras coisas.
Ah, nem queiras saber o quanto
deves à ingrata criatura...
A thing of beauty is a joy for ever
disse, há cento e muitos anos, um poeta
inglês que não conseguiu morrer."

Mario Quintana

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Bundas e Budas


As diferenças existentes em uma campanha política são gritantes. Tenho tirado a prova real este ano.
Tenho visto de tudo. Desde gente que não tem 300 reais para sobreviver por mês, até o cidadão que faz mega festa de aniversário para o filho de sei lá, 6 ou 7 anos, convida os principais políticos e empresários da cidade, jornais, revistas, rádios e no final das contas, avaliando pelas fotos, não se sabe ao certo quem era o aniversariante.
É, meu amigo, a briga de egos também é grande. Eles discutem até para saber de quem foi a idéia de recolher assinaturas para reivindicar uma ponte e tudo mais. Uns fizeram inclusive registro no cartório. Algo do tipo: "-A idéia foi minha"!!!
Mas convenhamos, de idéias eu estou cheio e isso não me dá a garantia de que tudo será realizado em um estalar de dedos.
E os candidatos "amigos"? Esses eu acho que são os mais chatos. Aqueles que te vêem na rua e dizem: "- Ô meu amigo, como vai a família? Amigo!? Eu nem te conheço, pega o teu rumo rapá!!!
Até político Nostradamus surgiu aqui na terrinha "- se tal candidato ganhar, Tramandaí vai acabar..." E eu escuto isso todo dia...
E o menino Maxwell Bernardes, como vai?
Pois bem, eu assisto tudo e procuro não fugir da minha conduta. Não mudei minha maneira de ser, e procuro convencer as pessoas com idéias cabíveis e realizáveis. Não tenho dinheiro para pagar ninguém, e a verba do partido parece promessa de político (com o perdão do trocadilho). É pouco diante dos tubarões que temos aqui? Sim, uma miséria. Mas minha proposta é essa. Uma vez eleito, não vou sair distribuindo dinheiro. Quero ver com a população a melhor maneira de investí-lo, com uma distribuição justa e eficaz.
Confesso que ás vezes sonho com isso, e acordo assustado com o que pode vir pela frente. Essa semana ouvi um candidato pedir segurança, pois ela havia revelado uns podres de seu opositor e agora corria risco de vida. Não sei até que ponto os dois merecem votos. Um por ser corrupto e o outro por esquecer de sí e apenas se preucupar com os erros alheios.
Não saber cultuar suas próprias virtudes, é como esquecer do que se pode fazer pelo próximo.
Até porque, entre admirar uma bunda e adorar ao Buda existe uma grande diferença.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Revolução Pessoal





É a primeira vez que escrevo aqui em 2008. Por consequência, é a primeira vez que me manifesto após a viagem que fiz á minha Terra Natal após quase 7 anos. Ir á Rio Grande e Pelotas, me fez refletir sobre tudo que aconteceu neste 2007. Voltei a entender o que é estar entre pessoas que só querem o teu bem, sem nada em troca. Notei que perdi a inocência que tinha dos tempo em que lá viví. Mas essa "inocência" não se trata de ingênuidade ou algo parecido, até porque todos nós nos viramos muito bem longe da nossa "vila". Trata-se de pureza! Busquei por todas as ruas que percorri do meu antigo bairro, e não encontrei maldade, rancor, ódio e nem tristeza. E olha que a riqueza lá é apenas mais uma palavra no dicionário. E mesmo assim, só ví lágrimas na despedida.
Até que ponto, todo o dinheiro e fama do mundo são importantes? São importantes para aquelas pessoas que não conseguem preencher suas vidas com amor. Quem está completo, vê o dinheiro apenas como um "complemento", e não como peça fundamental.
Esta campanha para vereador tem mexido comigo. Ganhei força nessa viagem, e ví que muita, mas muita gente luta por mim. Mas tudo isso, sem interesses. Lutam porque sabem que o que eu tinha como sonho, hoje tenho como objetivo.
Por eles luto. Porque sei o que posso fazer. Principalmente pelos mais nescessitados. Essa "Revolução Pessoal", é na verdade um encontro ou um reencontro com aquela inocência perdida. Um reencontro com meu caminho, minha trila, minha vida...
When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light we'll see
No, I won't be afraid
No, I won't be afraid
Just as long as you stand
Stand by me
So darling, darling,
stand by me,
oh, stand by me
oh, stand,
stand by me
stand by me...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Para toda a vida!!!


Chega um momento em sua vida que algo acontece e muda o rumo dos ventos. Por mais que você acredite ter em mãos o controle total da sua vida, nunca se está realmente preparado para enfrentar o que o amanhã propõe. Cabe a cada um de nós, ter a força suficiente para reiniciar a sua vida. Todos sabem que cada dia é um aprendizado, mas alguns fatos fazem com que o ser humano aprenda em 1 ano o que outras pessoas levariam uma vida toda para entender. E não importa se o resultado imediato seja uma derrota ou uma vitória, o que interessa, é que este momento bom ou ruim, deve marcar um divisor de águas, um marco inicial de uma nova vida, onde os erros vão continuar acontecendo, mas não os mesmos, outros equívocos, que trarão novos aprendizados, que ensinarão novas lições.
Os sentimentos de rancor, ódio, vingança, desprezo, entre outros, servem apenas para camuflar uma dor momentânea. Quem busca realmente a felicidade, a paz, a tranquilidade, não pode alimentar essa idignação por algum percalço que tenha interferido sua caminhada. Ninguém te faz o mal. Ninguém te faz o bem. As pessoas, aos poucos, vão lhes passando ensinamentos. Todas elas. E esse aprendizado, você ira carregar por toda a vida.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Cem mil reais e mais um monte de beijos e abraços.


No último sábado, participei, meio que indiretamente, de uma conversa que me deixou um pouco confuso. Na verdade, vi que ainda sou um pouco ingênuo no "ramo" político, e talvez, bem sonhador para o meu tamanho.
Estávamos sentados em uma mesa (não vou citar nomes, mas eram mais 3 pessoas), quando o assunto política começou a rolar. Entre os integrantes deste papo, estava um candidato á vereador no município de Imbé e um cidadão que trabalha na Prefeitura de Tramandaí. Dos dois, apenas o primeiro sabe que sou pré candidato á Câmara de Vereadores. Durante o estender do discurso da dupla, eu já estava com a cabeça na praia, na fome que passa o mundo, na morte da bezerra, no novo cd do Fito, no biquini da Juliana Paes, no leite adulterado, na origem da vida...Só não estava prestando atenção no que eles falavam. Até que uma frase me chamou a atenção. O referido integrante da Prefeitura disse que um vereador para se eleger em Tramandaí precisa gastar em torno de 100 mil reais...Rapidamente meu olhar que já fitava mais uma nova estrela no céu mirou os olhos deste nobre encarregado. Interpelei: "-100 mil? Mas porque isso tudo?!
Ele não teve uma resposta que me convencesse, mas foi auxiliado pelo quase eleito em Imbé, que citou gastar em torno de 50 mil por campanha.
Tudo bem, agora vamos analisar essa descoberta que pode mudar os planos da NASA.
Tramandaí tem cerca de 40 mil moradores, destes 22 mil são eleitores. Em 3 horas, é possivel percorrer todos os bairros á pé e uma campanha, nos moldes atuais, deve durar cerca de 10 meses.
Pergunta: De onde vem esse dinheiro?
Eu sei que existem empresários, deputados, o próprio partido... Mas 100 mil?
Eu passei o final de semana pensando nisso, e analisando o quanto esses vereadores, depois de eleitos, empregam na cidade, principalmente, em medidas que beneficiem a população diretamente, já que é isso que as pessoas estão precisando. Porque esses candidatos não utilizam esta mesma "habilidade" e buscam a mesma quantidade de dinheiro para fazer algo de profícuo para a os moradores da cidade que representam?
Bhá, quanto mais eu entro nesse mundo, mas eu vejo que os valores morais estão invertidos. Eu vejo, desde já, candidatos a reeleição que não páram de um lado para o outro, buscando alianças, recursos para a campanha e tudo mais, sendo que esses mesmos picaretas, estavam parados, sentados em suas poltronas macias, e esses mesmos indivíduos ficaram os últimos 3 anos sentados nessas poltronas, e de uma hora para outra, correm atrás de um tempo, que deveria ser perdido, mas como a população precisa, eles acabam comprando muitos porque a fome é maior do que qualquer coisa.
Isso é uma tática?
Sim, pode ser, já que como a memória é menor que a nescessidade de comer, veredaores sem escrúpulos mantém a faixa mais pobre da população na mão, mas nunca esquecendo da faixa mais rica, faixa essa, que ficou ainda mais rica com as facilidades propostas pelos edis.
Ahhh...É daí que vem os 100 mil?
Então eu puxo o saco dos grandes empresários, largo de mão a população por mais de 1095 dias, depois despejo os 100 mil durante 10 meses e me elejo?
Boa tática, afinal, serão mais de 3 anos que eu poderei ficar sem fazer NADA!
Façam-me o favor, as coisas podem até estar funcionando assim, mas chega dessa história de que: Sempre foi assim Max!
Não! É o momento da mudança. Não cito Revolução Popular por acaso, é uma missão quase impossível? Sim, é, mas não foi desistindo no primeiro obstáculo que se conseguiu algo nessa porra de País.
Ningúem me prometeu um mar de rosas, por isso, estou preparado para tudo, não crio ilusões, quero apresentar idéias viáveis, projetos executáveis e gastar esses "100 mil" com alguém que realmente precisa, no caso, o cidadão.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

A Música tema da Revolução.


Al lado del camino

Me gusta estar al lado del camino
fumando el humo mientras todo pasa
me gusta abrir los ojos y estar vivo
tener que vérmelas con la resaca
entonces navegar se hace preciso
en barcos que se estrellen en la nada
vivir atormentado de sentido
creo que esta, sí, es la parte más pesada

En tiempos donde nadie escucha a nadie
en tiempos donde todos contra todos
en tiempos egoístas y mezquinos
en tiempos donde siempre estamos solos
habrá que declararse incompetente
en todas las materias de mercado
habrá que declararse un inocente
o habrá que ser abyecto y desalmado

Yo ya no pertenezco a ningún istmo
me considero vivo y enterrado
yo puse las canciones en tu walkman
el tiempo a mi me puso en otro lado
tendré que hacer lo que es y no debido
tendré que hacer el bien y hacer el daño
no olvides que el perdón es lo divino
y errar a veces suele ser humano.

No es bueno nunca hacerse de enemigos
que no estén a la altura del conflicto
que piensan que hacen una guerra
y se hacen pis encima como chicos
que rondan por siniestros ministerios
haciendo la parodia del artista
que todo lo que brilla en este mundo
tan solo les da caspa y les da envidia.

Yo era un pibe triste y encantado
de Beatles, caña legui y maravillas
los libros, las canciones y los pianos
el cine, las traiciones, los enigmas
mi padre, la cerveza, las pastillas, los misterios, el whisky malo
los óleos, el amor, los escenarios
el hambre, el frio, el crimen, el dinero y mis 10 tías
me hicieron este hombre enreverado.

Si alguna vez me cruzas por la calle
regálame tu beso y no te aflijas
si ves que estoy pensando en otra cosa
no es nada malo, es que pasó una brisa
la brisa de la muerte enamorada
que ronda como un ángel asesino
mas no te asustes, siempre se me pasa
es solo la intuición de mi destino.

Me gusta estar al lado del camino
fumando el humo mientras todo pasa
me gusta regresarme en el olvido
para acordarme en sueños de mi casa
del chico que jugaba a la pelota
del 49585
nadie nos prometió un jardin de rosas
hablamos del peligro de estar vivo.

No vine a divertir a tu familia
mientras el mundo se cae a pedazos
me gusta estar al lado del camino
me gusta sentirte a mi lado
me gusta estar al lado del camino
dormirte cada noche entre mis brazos
al lado del camino
es más entretenido y más barato
al lado del camino

( Fito Paez )

terça-feira, 9 de outubro de 2007

40 Anos sem Che



Arquivos secretos da CIA trazidos a público durante as comemorações dos trinta anos da morte de Che Guevara, há exatos dez anos, mapearam os principais momentos que precederam a captura e execução do líder guerrilheiro, na vila boliviana de La Higuera.

A agência de inteligência americana teve papel chave no processo que levou a esse desfecho, mas a derrocada do líder guerrilheiro começou de fato em 1965, quando Che deixou Cuba com o objetivo de ajudar outros países a promover a revolução. Veja a seguir os principais episódios que marcaram o fim de Che Guevara, segundo a CIA.

3 de outubro de 1965 - Em um discurso, Fidel Castro lê uma carta de “despedida” à população cubana, escrita por Che Guevara em abril. No texto, o guerrilheiro renuncia a todas as suas posições no governo de Cuba. A manobra é vista pela CIA como um sinal de enfraquecimento de Che na ilha, já que suas idéias econômicas e desejo de “exportar” a revolução não são muito bem vistas por alguns dirigentes cubanos.

Primavera de 1966 - Che Guevara chega à Bolívia com passaporte uruguaio falsificado. Seu objetivo é firmar bases no país andino para iniciar o processo de revolução na América Latina. Para o líder argentino, a Bolívia tinha as condições ideais para a consolidação de um movimento guerrilheiro: estava distante da área de maior influência dos Estados Unidos e tinha população pobre e pronta para aceitar a ideologia revolucionária.

Outono de 1967 - Entre março e agosto de 1967, Che Guevara e suas dezenas de guerrilheiros conseguem a façanha de matar cerca de 30 soldados bolivianos, perdendo apenas um homem.

28 de abril de 1967 - Os Exércitos dos EUA e da Bolívia assinam um acordo de cooperação com o objetivo de melhorar os padrões de treinamento das tropas bolivianas.

11 de maio de 1967 - Um assessor do presidente americano Lyndon B. Johnson manda uma mensagem ao mandatário com as primeiras informações de inteligência dando conta de que Che Guevara estava vivo e operando na América do Sul

Junho de 1967 - O agente cubano-americano da CIA Felíx Rodríguez recebe a missão de assessorar o Exército boliviano na caçada a Che Guevara e seus guerrilheiros na Bolívia.

31 de agosto de 1967 - O Exército boliviano consegue sua primeira vitória contra o grupo guerrilheiro liderado por Che Guevara, matando um terço dos seus homens. A saúde de Che começa a se deteriorar.

26 de setembro de 1967 - Os guerrilheiros chegam à vila de La Higuera. Por volta das 13 horas, os rebeldes ouvem tiros vindos da estrada e são obrigados a recuar. Três guerrilheiros são mortos, e o restante foge sob ordens de Che. O governo boliviano considera o encontro uma importante vitória. Para Félix Rodríguez, torna-se claro que Che Guevara está perto de ser capturado.

29 e 30 de setembro de 1967 - Um batalhão de 650 homens treinados por um major americano é enviado para Vallegrande. Félix Rodriguez se junta ao grupo. Che e seu grupo são encurralados pelo Exército no canyon de Valle Serrano.

7 de outubro de 1967 - O dia marca a última entrada de Che Guevara em seu diário. Os guerrilheiros pedem informações a uma pastora de ovelhas, que diz não ter visto soldados na região. Che e seus homens temem ser entregues ao Exército, e pagam 50 pesos para que a mulher fique quieta.

8 de outubro de 1967 - Soldados recebem informações de que 17 guerrilheiros estão no Barranco Churro, entram na área e matam dois cubanos. Uma mulher diz ao Exército ter ouvido vozes próximo ao Rio San Antonio, mas não se sabe se é a mesma pastora avistada pelos guerrilheiros no dia anterior. Começaria aí a caçada final contra os guerrilheiros.

A Caçada

Pela manhã do dia 8, várias companhias do Exército boliviano são enviadas para a área em que o grupo de Che se encontra. Os soldados tomam posição na Quebrada del Yuro, o mesmo vale em que os guerrilheiros estão.

Por volta do meio dia uma companhia treinada pelas Forças Especiais do Exército americano entra em confronto com os guerrilheiros, matando dois soldados e ferindo vários.

Che também está na Quebrada del Yuro e tenta fugir do Exército seguindo o mineiro boliviano Simon Cuba Sarabia, um de seus principais homens. A batalha final do líder argentino começa por volta das 13h30. Che é atingido várias vezes na perna direita e tem que ser arrastado por Sarabia, que tenta tira-lo da linha de tiro. O mineiro boliviano larga Che para atirar nos soldados, que concentram o fogo nos guerrilheiros. O argentino ainda tenta manter sua arma levantada, mas não consegue, porque está com um braço machucado. Ele volta a ser atingido na perna e perde o rifle. Um soldado se aproxima: “Não atire! Eu sou Che Guevara e valho mais vivo do que morto”, grita o guerrilheiro. A batalha termina por volta das 15h30.

Os guerrilheiros são levados para o capitão que comanda as operações, que ordena o envio de uma mensagem ao quartel general de Vallegrande: “Olá Saturno, nos temos Papá”, diz o aviso ao comandante do Exército, referindo-se à captura de Che. O prisioneiro é levado para La Higuera.

Em Vallegrande, Félix Rodríguez recebe a mensagem de que Che fora capturado.

9 de outubro de 1967 - No dia seguinte à captura de Che, uma mensagem é enviada ao presidente americano reportando a prisão do guerrilheiro. Pela manhã, Félix Rodríguez chega a La Higuera portando um potente rádio portátil e câmeras fotográficas. “Ele parece um monte de lixo”, é a descrição do agente da CIA para as condições em que encontra Che. Mais tarde, numa entrevista, ele admitiria ter sentido pena ao ver o líder guerrilheiro naquelas condições.

Rodriguez fotografa o diário de Che, conversa e tira uma foto ao lado do guerrilheiro.

Execução

As autoridades bolivianas discutem o que fazer com o argentino. A possibilidade de processá-lo é descartada, porque um julgamento chamaria a atenção do mundo e poderia gerar propaganda favorável a Che e Cuba. A alternativa que resta é executá-lo. A versão oficial seria de que Che fora morto em combate, vítima dos ferimentos.

O comando do Exército autoriza a operação. Segundo os arquivos da CIA, Félix Rodríguez anuncia que o governo americano esperava levar Che para o Panamá para interrogá-lo, mas o comandante da operação de captura de Che diz que deve seguir as ordens de seus superiores. Rodríguez teria decidido então “deixar que a história seguisse seu curso”.

Ao saber de seu destino, Che teria dito: “É melhor assim, eu nunca deveria ter sido pego vivo”.

O último desejo de Che é ter uma última refeição antes de morrer. Em um dos seus últimos diálogos, o guerrilheiro teria respondido com um “talvez” a uma pergunta sobre se era ou não materialista.

O escolhido para atirar em Che é o sargento Jaime Terán. O guerrilheiro está encostado em uma parede e se levanta ao ver o algoz se aproximar. Apavorado, Terán deixa a sala, mas é obrigado a voltar por seus superiores. Ainda trêmulo, o sargento retorna ao local. “Eu sei que você veio para me matar. Atire, você está apenas matando um homem”, diz Che Guevara ao perceber que seu fim era inevitável. Sem olhar para o rosto do condenado, Téran atira contra o peito do guerrilheiro. Outros soldados entram no local dão mais tiros em Che.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

O início da Revolução


Estamos há um pouca mais de um ano das eleições municipais, e pela primeira vez me manifesto em público sobre a minha candidatura á Câmara de Vereadores de Tramandaí. Não quero utilizar este blog como uma plataforma política, e sim, como meio de discussões e manifestos sobre a política brasileira. Por mais que hoje eu entre em definitivo neste cenário, não me sinto e tenho a noção de que nunca me sentirei um político. Este termo, por sí só, "fazer política", já dá um ar meio nebuloso, e ser uma pessoa "política", nos transparece um cidadão que sempre fica em cima do muro, ou então, joga nos dois times.
Eu sempre tive a idéia que uma comunidade, uma cidade, só irá crescer com a união de esforços. É notório que ninguém faz nada sozinho. Por isso mesmo, me surpreendo que á cada pleito, os eleitores acreditem nas mesmas promessas. Políticos que sobem em palanques e juram isso e aquilo, que abusam da nescessidade alheia e compram votos em troca de uma cesta básica, que pode saciar a fome imediata, mas com certeza, vai promover a miséria futura.
A Revolução Popular proposta aqui, não será com armas ou sangue e sim, com trabalho e suor. Mas antes de mais nada, temos que matar a fome dos mais pobres. Antes de qualquer iniciativa,temos que ouvir as nescessidades da população. É a ela que devemos explicações.
Hoje isso ainda parece algo distante, mas a idéia foi lançada.
A semente foi plantada.
E inicia agora essa união de esforços.
Pois somente dessa maneira, com essa "união", que nós conseguiremos promover a verdadeira Revolução.
A Revolução Social.
A Revolução Popular.

sábado, 18 de agosto de 2007

Na contramão da informação


Abra o jornal.
Sim, faça isso.
Quais são as principais notícias?
Roubos, corrupções, crimes, assassinatos...
Isso vende jornal...
Também dá audiência no rádio e na tv.
Desgraça, tragédia, caos...
Mas onde vamos parar?
Será que estamos abordando de maneira correta isso?
Até que ponto vale á pena mostrar o defeito e não buscar soluções?
Por puro sensacionalismo?
O papel da mídia na divulgação de notícias pode ser decisivo na resolução das questões envolvidas.
Mas essa ética está sendo lembrada?
Ou mais vale quem informa primeiro, do que quem informa melhor?
Há a nescessidade de uma reformulação.
Chega de matérias vagas, compradas, direcionadas, que induzem as pessoas a falsas verdades, que não dão oportunidade da população criar sua própria opinião sobre os fatos.
A obscuridade que assombra as redações é o resultado do departamento comercial.
Á partir do momento em que as grandes mídias exaltaram aos quatro cantos que, são veículos de comunicação á nível comercial, os propósitos comunitários foram deixados de lado.
Ou vocês acham certo, não poder falar mal de político tal, porque ele patrocina a minha rádio, jornal, ou tv?
Está errado!
Vamos criar uma geração de alienados.
Vamos ver crescer uma geração de mentes vazias.
Queremos a "imparcialidade".
Queremos a exclusão de interesses.
Mas não quero que vocês concordem comigo.
Quero que leiam isso e criem sua própria opinião!

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Supositório


Cabe ao eleitor, e exclusivamente á ele, a escolha de seus governantes. Cabe a população, onde o voto é "obrigatório", definir quem de fato o irá representar.
Mas até que ponto estas decisões estão sendo acertadas? Até que ponto a nossa voz está ecoando nos trâmites governamentais?
Políticos corruptos, sem escrúpulos e que pensam apenas no benefício próprio. Ladrões que deveriam penar na cadeia, mas que há cada quatro anos voltam ás nossas casas, com as mesmas caras deslavadas, com a mesma ironia, com as mesmas promessas, com as mesmas mentiras.
O que o político que votastes fez por você depois de eleito? Sim, o que o cidadão que mereceu sua confiança, retribuiu de maneira direta ou indireta ao eleitor?
Isso pode parecer extremismo, mas há a nescessidade de uma mudança geral. Uma reformulação, não só de nomes, mas também de mentalidades. Chega de políticos, de politicagem. É momento de eleger homens. Estamos cansados de manobras e de falta de humanismo. É o povo brasileiro que clama por alterações neste catastrófico cenário.
Para que serve um político no Brasil hoje? Para se envolver em algum escândalo envolvendo dinheiro público? Se contarmos nos dedos, buscaremos uns quatro ou cinco que não se metem em maracutaias, mas também não movem uma palha para ajudar a população.
Os políticos brasileiros atuais não servem para nada!
A política brasileira só serve para envergonhar a população.
Os políticos brasileiros são como supositório.
E todos nós sabemos o que fazer com um supositório...

Quem sou eu

Maxwell Bernardes é radialista, já atuou nas rádios Osório, Caxias, Mirian e atualmente trabalha no grupo EBS (Rádio Tramandaí e Itaramã). Nascido em Rio Grande, mudou-se para Osório com 13 anos e desde de abril de 2007 reside na cidade de Tramandaí.