sexta-feira, 27 de julho de 2007

Supositório


Cabe ao eleitor, e exclusivamente á ele, a escolha de seus governantes. Cabe a população, onde o voto é "obrigatório", definir quem de fato o irá representar.
Mas até que ponto estas decisões estão sendo acertadas? Até que ponto a nossa voz está ecoando nos trâmites governamentais?
Políticos corruptos, sem escrúpulos e que pensam apenas no benefício próprio. Ladrões que deveriam penar na cadeia, mas que há cada quatro anos voltam ás nossas casas, com as mesmas caras deslavadas, com a mesma ironia, com as mesmas promessas, com as mesmas mentiras.
O que o político que votastes fez por você depois de eleito? Sim, o que o cidadão que mereceu sua confiança, retribuiu de maneira direta ou indireta ao eleitor?
Isso pode parecer extremismo, mas há a nescessidade de uma mudança geral. Uma reformulação, não só de nomes, mas também de mentalidades. Chega de políticos, de politicagem. É momento de eleger homens. Estamos cansados de manobras e de falta de humanismo. É o povo brasileiro que clama por alterações neste catastrófico cenário.
Para que serve um político no Brasil hoje? Para se envolver em algum escândalo envolvendo dinheiro público? Se contarmos nos dedos, buscaremos uns quatro ou cinco que não se metem em maracutaias, mas também não movem uma palha para ajudar a população.
Os políticos brasileiros atuais não servem para nada!
A política brasileira só serve para envergonhar a população.
Os políticos brasileiros são como supositório.
E todos nós sabemos o que fazer com um supositório...

quinta-feira, 19 de julho de 2007

De mãos dadas com seu Amor


O amor tem que ser algo natural...Tá, falar é fácil, agora tenta pôr isso em prática. Êita sentimento complicado! E o pior de tudo, é que normalmente, amamos outra pessoa, e não a nós mesmos. Se, entender o que acontece no nosso coração já é uma dificuldade, imagina então, decifrar o que se passa na cabecinha de sua alma gêmea?
Tem dias, em que o sol está brilhando, radiante, sem nuvens ou ventos fortes, a corversa flui, os beijos se acumulam, os corações batem na mesma sintonia, mas então...Uma frase, uma palavra, ou até mesmo uma vírgula mal colocada e o tempo se fecha. Nuvens carregadas, furacões, raios e trovões destróem aquele clima primaveril...A conversa vira discussão, as bocas, ao invés de beijos, destilam frases venenosas e os batimentos cardíacos entram em colapso...Quase um ataque cardíaco. Tudo isso em espaço de minutos. Do Eu Te Amo, para o Eu Te Odeio é uma questão de detalhe.
Há uma explicação para isso?
Sim, é amor!
Mas, e a tal naturalidade?
Ela está na capacidade de reconciliação desses casais.
Os olhares que são trocados por estes seres apaixonados, que mesmo sem palavras, sussurram: Eu Te Amo! Vem aqui! Me dá um beijo! Então as mãos se tocam, em uma involuntariedade extremamente voluntária. As nuvens vão se dissipando, o vendaval vira brisa e o inverno vai embora...
Quem nunca passou por isso, provavelmente nunca amou. Quem nunca ficou olhando o telefone, esperando ele tocar, ou até mesmo, tentou se controlar para não ligar mais uma vez, não sabe o que é estar loucamente dependente desta ávida sarabanda emocional. Alguns optam pelo isolamento. Não querem amar. E quando percebem, estiveram mortas neste período, pois não é a nossa vida que importa, e sim, a de quem amamos. Você não se arruma para agradar o espelho apenas. Você perde horas no banho pensando no seu ser amado. Canta músicas românticas e fica emocionado, vê 3523 vezes a foto da criatura que faz você suspirar...Isso é natural! Não controlamos isso. Por mais que tentássemos evitar, mais cedo ou mais tarde alguém vai cruzar o seu caminho. E quando isso acontecer, entregue-se e não se entregue, grite e sussure, ame e odeie...Mas não deixe, nunca, jamais de aproveitar cada instante desta tortura, deste flagelo, deste martírio...Daqui há 40 anos, você ainda vai carregar estas marcas, e de várias maneiras. A mais simples delas? Pela mão...

terça-feira, 17 de julho de 2007

Diferente


Eu me surpreendo com essas pessoas que explicam as coisas pela metade. Sabe aquelas frases que deixam á entender algo? Só que ás vezes, pouco se entende, e ficamos nós, a tentar decifrar o que realmente o sujeito quis contar. Normalmente perguntamos: "-Como assim?". E o cidadão responde: "-Ué, assim ora!"...
Várias guerras já deviam ter ocorrido devido a essas frases incompletas, e se não aconteceram de fato, muitos foram dormir com a dúvida: "O que que ele quis dizer...?"
Casos enigmáticos extrapolam até mesmo as leis da física. Uma senhora dias atrás, conversava comigo sobre a sua família e tudo mais. Papo vai, papo vem, e ela me conta que na sua família existem pessoas meio diferentes...E eu: "-Tá, diferente como? E ela: "-Ué, diferente ora."
Como assim diferente? Ele tem um braço que sai do joelho? Ou sua orelha fica no cotovelo? Quem sabe ele anda de costas...
Como pode existir uma discriminação dessas dentro de nossas próprios casas?
Desde quando, negros, brancos ou amarelos são diferentes?
A cada dia verificamos tais racismos em nossa País, em nosso lar.
Será que vamos estabelecer cotas em nossas casas agora também? Algo do tipo: Este espaço na mesa de jantar é reservado para negros...
Será que iremos separar nossos filhos, nossos irmãos, por diferenças existentes no sub consciente do ser humano?
Até hoje ficou no ar a explicação das cotas nas universidades. Porque isso? Porque sim?
Mais uma explicação vazia, mais um projeto discriminatório. Cotas raciais?
Não existem diferenças entre nós. Aliás, estou equivocado, existem sim. Sabe? Existem. Quais? Como assim quais? Ué, assim, ora.

Quem sou eu

Maxwell Bernardes é radialista, já atuou nas rádios Osório, Caxias, Mirian e atualmente trabalha no grupo EBS (Rádio Tramandaí e Itaramã). Nascido em Rio Grande, mudou-se para Osório com 13 anos e desde de abril de 2007 reside na cidade de Tramandaí.