quarta-feira, 24 de outubro de 2007

A Música tema da Revolução.


Al lado del camino

Me gusta estar al lado del camino
fumando el humo mientras todo pasa
me gusta abrir los ojos y estar vivo
tener que vérmelas con la resaca
entonces navegar se hace preciso
en barcos que se estrellen en la nada
vivir atormentado de sentido
creo que esta, sí, es la parte más pesada

En tiempos donde nadie escucha a nadie
en tiempos donde todos contra todos
en tiempos egoístas y mezquinos
en tiempos donde siempre estamos solos
habrá que declararse incompetente
en todas las materias de mercado
habrá que declararse un inocente
o habrá que ser abyecto y desalmado

Yo ya no pertenezco a ningún istmo
me considero vivo y enterrado
yo puse las canciones en tu walkman
el tiempo a mi me puso en otro lado
tendré que hacer lo que es y no debido
tendré que hacer el bien y hacer el daño
no olvides que el perdón es lo divino
y errar a veces suele ser humano.

No es bueno nunca hacerse de enemigos
que no estén a la altura del conflicto
que piensan que hacen una guerra
y se hacen pis encima como chicos
que rondan por siniestros ministerios
haciendo la parodia del artista
que todo lo que brilla en este mundo
tan solo les da caspa y les da envidia.

Yo era un pibe triste y encantado
de Beatles, caña legui y maravillas
los libros, las canciones y los pianos
el cine, las traiciones, los enigmas
mi padre, la cerveza, las pastillas, los misterios, el whisky malo
los óleos, el amor, los escenarios
el hambre, el frio, el crimen, el dinero y mis 10 tías
me hicieron este hombre enreverado.

Si alguna vez me cruzas por la calle
regálame tu beso y no te aflijas
si ves que estoy pensando en otra cosa
no es nada malo, es que pasó una brisa
la brisa de la muerte enamorada
que ronda como un ángel asesino
mas no te asustes, siempre se me pasa
es solo la intuición de mi destino.

Me gusta estar al lado del camino
fumando el humo mientras todo pasa
me gusta regresarme en el olvido
para acordarme en sueños de mi casa
del chico que jugaba a la pelota
del 49585
nadie nos prometió un jardin de rosas
hablamos del peligro de estar vivo.

No vine a divertir a tu familia
mientras el mundo se cae a pedazos
me gusta estar al lado del camino
me gusta sentirte a mi lado
me gusta estar al lado del camino
dormirte cada noche entre mis brazos
al lado del camino
es más entretenido y más barato
al lado del camino

( Fito Paez )

terça-feira, 9 de outubro de 2007

40 Anos sem Che



Arquivos secretos da CIA trazidos a público durante as comemorações dos trinta anos da morte de Che Guevara, há exatos dez anos, mapearam os principais momentos que precederam a captura e execução do líder guerrilheiro, na vila boliviana de La Higuera.

A agência de inteligência americana teve papel chave no processo que levou a esse desfecho, mas a derrocada do líder guerrilheiro começou de fato em 1965, quando Che deixou Cuba com o objetivo de ajudar outros países a promover a revolução. Veja a seguir os principais episódios que marcaram o fim de Che Guevara, segundo a CIA.

3 de outubro de 1965 - Em um discurso, Fidel Castro lê uma carta de “despedida” à população cubana, escrita por Che Guevara em abril. No texto, o guerrilheiro renuncia a todas as suas posições no governo de Cuba. A manobra é vista pela CIA como um sinal de enfraquecimento de Che na ilha, já que suas idéias econômicas e desejo de “exportar” a revolução não são muito bem vistas por alguns dirigentes cubanos.

Primavera de 1966 - Che Guevara chega à Bolívia com passaporte uruguaio falsificado. Seu objetivo é firmar bases no país andino para iniciar o processo de revolução na América Latina. Para o líder argentino, a Bolívia tinha as condições ideais para a consolidação de um movimento guerrilheiro: estava distante da área de maior influência dos Estados Unidos e tinha população pobre e pronta para aceitar a ideologia revolucionária.

Outono de 1967 - Entre março e agosto de 1967, Che Guevara e suas dezenas de guerrilheiros conseguem a façanha de matar cerca de 30 soldados bolivianos, perdendo apenas um homem.

28 de abril de 1967 - Os Exércitos dos EUA e da Bolívia assinam um acordo de cooperação com o objetivo de melhorar os padrões de treinamento das tropas bolivianas.

11 de maio de 1967 - Um assessor do presidente americano Lyndon B. Johnson manda uma mensagem ao mandatário com as primeiras informações de inteligência dando conta de que Che Guevara estava vivo e operando na América do Sul

Junho de 1967 - O agente cubano-americano da CIA Felíx Rodríguez recebe a missão de assessorar o Exército boliviano na caçada a Che Guevara e seus guerrilheiros na Bolívia.

31 de agosto de 1967 - O Exército boliviano consegue sua primeira vitória contra o grupo guerrilheiro liderado por Che Guevara, matando um terço dos seus homens. A saúde de Che começa a se deteriorar.

26 de setembro de 1967 - Os guerrilheiros chegam à vila de La Higuera. Por volta das 13 horas, os rebeldes ouvem tiros vindos da estrada e são obrigados a recuar. Três guerrilheiros são mortos, e o restante foge sob ordens de Che. O governo boliviano considera o encontro uma importante vitória. Para Félix Rodríguez, torna-se claro que Che Guevara está perto de ser capturado.

29 e 30 de setembro de 1967 - Um batalhão de 650 homens treinados por um major americano é enviado para Vallegrande. Félix Rodriguez se junta ao grupo. Che e seu grupo são encurralados pelo Exército no canyon de Valle Serrano.

7 de outubro de 1967 - O dia marca a última entrada de Che Guevara em seu diário. Os guerrilheiros pedem informações a uma pastora de ovelhas, que diz não ter visto soldados na região. Che e seus homens temem ser entregues ao Exército, e pagam 50 pesos para que a mulher fique quieta.

8 de outubro de 1967 - Soldados recebem informações de que 17 guerrilheiros estão no Barranco Churro, entram na área e matam dois cubanos. Uma mulher diz ao Exército ter ouvido vozes próximo ao Rio San Antonio, mas não se sabe se é a mesma pastora avistada pelos guerrilheiros no dia anterior. Começaria aí a caçada final contra os guerrilheiros.

A Caçada

Pela manhã do dia 8, várias companhias do Exército boliviano são enviadas para a área em que o grupo de Che se encontra. Os soldados tomam posição na Quebrada del Yuro, o mesmo vale em que os guerrilheiros estão.

Por volta do meio dia uma companhia treinada pelas Forças Especiais do Exército americano entra em confronto com os guerrilheiros, matando dois soldados e ferindo vários.

Che também está na Quebrada del Yuro e tenta fugir do Exército seguindo o mineiro boliviano Simon Cuba Sarabia, um de seus principais homens. A batalha final do líder argentino começa por volta das 13h30. Che é atingido várias vezes na perna direita e tem que ser arrastado por Sarabia, que tenta tira-lo da linha de tiro. O mineiro boliviano larga Che para atirar nos soldados, que concentram o fogo nos guerrilheiros. O argentino ainda tenta manter sua arma levantada, mas não consegue, porque está com um braço machucado. Ele volta a ser atingido na perna e perde o rifle. Um soldado se aproxima: “Não atire! Eu sou Che Guevara e valho mais vivo do que morto”, grita o guerrilheiro. A batalha termina por volta das 15h30.

Os guerrilheiros são levados para o capitão que comanda as operações, que ordena o envio de uma mensagem ao quartel general de Vallegrande: “Olá Saturno, nos temos Papá”, diz o aviso ao comandante do Exército, referindo-se à captura de Che. O prisioneiro é levado para La Higuera.

Em Vallegrande, Félix Rodríguez recebe a mensagem de que Che fora capturado.

9 de outubro de 1967 - No dia seguinte à captura de Che, uma mensagem é enviada ao presidente americano reportando a prisão do guerrilheiro. Pela manhã, Félix Rodríguez chega a La Higuera portando um potente rádio portátil e câmeras fotográficas. “Ele parece um monte de lixo”, é a descrição do agente da CIA para as condições em que encontra Che. Mais tarde, numa entrevista, ele admitiria ter sentido pena ao ver o líder guerrilheiro naquelas condições.

Rodriguez fotografa o diário de Che, conversa e tira uma foto ao lado do guerrilheiro.

Execução

As autoridades bolivianas discutem o que fazer com o argentino. A possibilidade de processá-lo é descartada, porque um julgamento chamaria a atenção do mundo e poderia gerar propaganda favorável a Che e Cuba. A alternativa que resta é executá-lo. A versão oficial seria de que Che fora morto em combate, vítima dos ferimentos.

O comando do Exército autoriza a operação. Segundo os arquivos da CIA, Félix Rodríguez anuncia que o governo americano esperava levar Che para o Panamá para interrogá-lo, mas o comandante da operação de captura de Che diz que deve seguir as ordens de seus superiores. Rodríguez teria decidido então “deixar que a história seguisse seu curso”.

Ao saber de seu destino, Che teria dito: “É melhor assim, eu nunca deveria ter sido pego vivo”.

O último desejo de Che é ter uma última refeição antes de morrer. Em um dos seus últimos diálogos, o guerrilheiro teria respondido com um “talvez” a uma pergunta sobre se era ou não materialista.

O escolhido para atirar em Che é o sargento Jaime Terán. O guerrilheiro está encostado em uma parede e se levanta ao ver o algoz se aproximar. Apavorado, Terán deixa a sala, mas é obrigado a voltar por seus superiores. Ainda trêmulo, o sargento retorna ao local. “Eu sei que você veio para me matar. Atire, você está apenas matando um homem”, diz Che Guevara ao perceber que seu fim era inevitável. Sem olhar para o rosto do condenado, Téran atira contra o peito do guerrilheiro. Outros soldados entram no local dão mais tiros em Che.

Quem sou eu

Maxwell Bernardes é radialista, já atuou nas rádios Osório, Caxias, Mirian e atualmente trabalha no grupo EBS (Rádio Tramandaí e Itaramã). Nascido em Rio Grande, mudou-se para Osório com 13 anos e desde de abril de 2007 reside na cidade de Tramandaí.