segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Cem mil reais e mais um monte de beijos e abraços.


No último sábado, participei, meio que indiretamente, de uma conversa que me deixou um pouco confuso. Na verdade, vi que ainda sou um pouco ingênuo no "ramo" político, e talvez, bem sonhador para o meu tamanho.
Estávamos sentados em uma mesa (não vou citar nomes, mas eram mais 3 pessoas), quando o assunto política começou a rolar. Entre os integrantes deste papo, estava um candidato á vereador no município de Imbé e um cidadão que trabalha na Prefeitura de Tramandaí. Dos dois, apenas o primeiro sabe que sou pré candidato á Câmara de Vereadores. Durante o estender do discurso da dupla, eu já estava com a cabeça na praia, na fome que passa o mundo, na morte da bezerra, no novo cd do Fito, no biquini da Juliana Paes, no leite adulterado, na origem da vida...Só não estava prestando atenção no que eles falavam. Até que uma frase me chamou a atenção. O referido integrante da Prefeitura disse que um vereador para se eleger em Tramandaí precisa gastar em torno de 100 mil reais...Rapidamente meu olhar que já fitava mais uma nova estrela no céu mirou os olhos deste nobre encarregado. Interpelei: "-100 mil? Mas porque isso tudo?!
Ele não teve uma resposta que me convencesse, mas foi auxiliado pelo quase eleito em Imbé, que citou gastar em torno de 50 mil por campanha.
Tudo bem, agora vamos analisar essa descoberta que pode mudar os planos da NASA.
Tramandaí tem cerca de 40 mil moradores, destes 22 mil são eleitores. Em 3 horas, é possivel percorrer todos os bairros á pé e uma campanha, nos moldes atuais, deve durar cerca de 10 meses.
Pergunta: De onde vem esse dinheiro?
Eu sei que existem empresários, deputados, o próprio partido... Mas 100 mil?
Eu passei o final de semana pensando nisso, e analisando o quanto esses vereadores, depois de eleitos, empregam na cidade, principalmente, em medidas que beneficiem a população diretamente, já que é isso que as pessoas estão precisando. Porque esses candidatos não utilizam esta mesma "habilidade" e buscam a mesma quantidade de dinheiro para fazer algo de profícuo para a os moradores da cidade que representam?
Bhá, quanto mais eu entro nesse mundo, mas eu vejo que os valores morais estão invertidos. Eu vejo, desde já, candidatos a reeleição que não páram de um lado para o outro, buscando alianças, recursos para a campanha e tudo mais, sendo que esses mesmos picaretas, estavam parados, sentados em suas poltronas macias, e esses mesmos indivíduos ficaram os últimos 3 anos sentados nessas poltronas, e de uma hora para outra, correm atrás de um tempo, que deveria ser perdido, mas como a população precisa, eles acabam comprando muitos porque a fome é maior do que qualquer coisa.
Isso é uma tática?
Sim, pode ser, já que como a memória é menor que a nescessidade de comer, veredaores sem escrúpulos mantém a faixa mais pobre da população na mão, mas nunca esquecendo da faixa mais rica, faixa essa, que ficou ainda mais rica com as facilidades propostas pelos edis.
Ahhh...É daí que vem os 100 mil?
Então eu puxo o saco dos grandes empresários, largo de mão a população por mais de 1095 dias, depois despejo os 100 mil durante 10 meses e me elejo?
Boa tática, afinal, serão mais de 3 anos que eu poderei ficar sem fazer NADA!
Façam-me o favor, as coisas podem até estar funcionando assim, mas chega dessa história de que: Sempre foi assim Max!
Não! É o momento da mudança. Não cito Revolução Popular por acaso, é uma missão quase impossível? Sim, é, mas não foi desistindo no primeiro obstáculo que se conseguiu algo nessa porra de País.
Ningúem me prometeu um mar de rosas, por isso, estou preparado para tudo, não crio ilusões, quero apresentar idéias viáveis, projetos executáveis e gastar esses "100 mil" com alguém que realmente precisa, no caso, o cidadão.

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Quem sou eu

Maxwell Bernardes é radialista, já atuou nas rádios Osório, Caxias, Mirian e atualmente trabalha no grupo EBS (Rádio Tramandaí e Itaramã). Nascido em Rio Grande, mudou-se para Osório com 13 anos e desde de abril de 2007 reside na cidade de Tramandaí.