
O amor tem que ser algo natural...Tá, falar é fácil, agora tenta pôr isso em prática. Êita sentimento complicado! E o pior de tudo, é que normalmente, amamos outra pessoa, e não a nós mesmos. Se, entender o que acontece no nosso coração já é uma dificuldade, imagina então, decifrar o que se passa na cabecinha de sua alma gêmea?
Tem dias, em que o sol está brilhando, radiante, sem nuvens ou ventos fortes, a corversa flui, os beijos se acumulam, os corações batem na mesma sintonia, mas então...Uma frase, uma palavra, ou até mesmo uma vírgula mal colocada e o tempo se fecha. Nuvens carregadas, furacões, raios e trovões destróem aquele clima primaveril...A conversa vira discussão, as bocas, ao invés de beijos, destilam frases venenosas e os batimentos cardíacos entram em colapso...Quase um ataque cardíaco. Tudo isso em espaço de minutos. Do Eu Te Amo, para o Eu Te Odeio é uma questão de detalhe.
Há uma explicação para isso?
Sim, é amor!
Mas, e a tal naturalidade?
Ela está na capacidade de reconciliação desses casais.
Os olhares que são trocados por estes seres apaixonados, que mesmo sem palavras, sussurram: Eu Te Amo! Vem aqui! Me dá um beijo! Então as mãos se tocam, em uma involuntariedade extremamente voluntária. As nuvens vão se dissipando, o vendaval vira brisa e o inverno vai embora...
Quem nunca passou por isso, provavelmente nunca amou. Quem nunca ficou olhando o telefone, esperando ele tocar, ou até mesmo, tentou se controlar para não ligar mais uma vez, não sabe o que é estar loucamente dependente desta ávida sarabanda emocional. Alguns optam pelo isolamento. Não querem amar. E quando percebem, estiveram mortas neste período, pois não é a nossa vida que importa, e sim, a de quem amamos. Você não se arruma para agradar o espelho apenas. Você perde horas no banho pensando no seu ser amado. Canta músicas românticas e fica emocionado, vê 3523 vezes a foto da criatura que faz você suspirar...Isso é natural! Não controlamos isso. Por mais que tentássemos evitar, mais cedo ou mais tarde alguém vai cruzar o seu caminho. E quando isso acontecer, entregue-se e não se entregue, grite e sussure, ame e odeie...Mas não deixe, nunca, jamais de aproveitar cada instante desta tortura, deste flagelo, deste martírio...Daqui há 40 anos, você ainda vai carregar estas marcas, e de várias maneiras. A mais simples delas? Pela mão...