
As diferenças existentes em uma campanha política são gritantes. Tenho tirado a prova real este ano.
Tenho visto de tudo. Desde gente que não tem 300 reais para sobreviver por mês, até o cidadão que faz mega festa de aniversário para o filho de sei lá, 6 ou 7 anos, convida os principais políticos e empresários da cidade, jornais, revistas, rádios e no final das contas, avaliando pelas fotos, não se sabe ao certo quem era o aniversariante.
É, meu amigo, a briga de egos também é grande. Eles discutem até para saber de quem foi a idéia de recolher assinaturas para reivindicar uma ponte e tudo mais. Uns fizeram inclusive registro no cartório. Algo do tipo: "-A idéia foi minha"!!!
Mas convenhamos, de idéias eu estou cheio e isso não me dá a garantia de que tudo será realizado em um estalar de dedos.
E os candidatos "amigos"? Esses eu acho que são os mais chatos. Aqueles que te vêem na rua e dizem: "- Ô meu amigo, como vai a família? Amigo!? Eu nem te conheço, pega o teu rumo rapá!!!
Até político Nostradamus surgiu aqui na terrinha "- se tal candidato ganhar, Tramandaí vai acabar..." E eu escuto isso todo dia...
E o menino Maxwell Bernardes, como vai?
Pois bem, eu assisto tudo e procuro não fugir da minha conduta. Não mudei minha maneira de ser, e procuro convencer as pessoas com idéias cabíveis e realizáveis. Não tenho dinheiro para pagar ninguém, e a verba do partido parece promessa de político (com o perdão do trocadilho). É pouco diante dos tubarões que temos aqui? Sim, uma miséria. Mas minha proposta é essa. Uma vez eleito, não vou sair distribuindo dinheiro. Quero ver com a população a melhor maneira de investí-lo, com uma distribuição justa e eficaz.
Confesso que ás vezes sonho com isso, e acordo assustado com o que pode vir pela frente. Essa semana ouvi um candidato pedir segurança, pois ela havia revelado uns podres de seu opositor e agora corria risco de vida. Não sei até que ponto os dois merecem votos. Um por ser corrupto e o outro por esquecer de sí e apenas se preucupar com os erros alheios.
Não saber cultuar suas próprias virtudes, é como esquecer do que se pode fazer pelo próximo.
Até porque, entre admirar uma bunda e adorar ao Buda existe uma grande diferença.
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